A "Referência" que Despencou: Enquanto primeira-dama coleciona flashes, Eliseu Martins afunda em 75 posições no desenvolvimento social

02/03/2026

Rossana Guimarães posa para matérias pagas como "destaque" em seminário. Os números oficiais, no entanto, contam uma história bem diferente: a cidade que ela ajuda a gerir despencou no ranking estadual e agora amarga o 148º lugar entre os 224 municípios piauienses. 

No último dia 1º de março, um portal de notícias estampou com pompa: "Eliseu Martins é destaque em seminário do Bolsa Família e se torna referência nacional em gestão do programa".

A protagonista da foto? Rossana Guimarães, secretária de Assistência Social e esposa do prefeito Marcos Aurélio Guimarães.

O problema é que os números oficiais - aqueles que não são encomendados por assessorias de comunicação - contam uma narrativa oposta à da fotografia.

De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS Brasil) , métrica nacional que avalia qualidade de vida, sustentabilidade e bem-estar da população, Eliseu Martins não avançou: despencou.

Em 2024, sob gestão anterior, a cidade pontuava 57,44 e ocupava a 73ª posição no estado. Em 2025, depois de um ano da administração Marcos Aurélio & Rossana, a nota caiu para 55,16, e o município caiu 75 posições, amargando agora o 148º lugar no Piauí.

Os dados não param por aí. O indicador de Segurança Pessoal despencou quase 20 pontos. As Necessidades Humanas Básicas, que medem acesso a saúde, água e moradia, regrediram mais de 6 pontos. A Inclusão Social recuou 10 pontos.

Enquanto isso, do outro lado da balança, a prefeitura mantém um programa de auxílio a carentes que já distribuiu mais de R$ 100 mil reais - mas o Portal da Transparência não revela para quem. Os mesmos portais oficiais que mostram a queda no IPS mostram também que famílias carentes perderam o Bolsa Família em 2025, enquanto a gestão municipal fazia cortes sem dar satisfação à população.

Ou seja: os números que vêm do governo federal mostram que Eliseu Martins piorou. Os cofres públicos municipais distribuem dinheiro sem controle social. E a primeira-dama, diante desse cenário, ocupa tribunas pagas para se autointitular "referência nacional".

Referência para quem? Para as estatísticas, não é. Para as famílias que perderam o auxílio, também não. Para o cidadão que vê a cidade cair 75 degraus no ranking de desenvolvimento, menos ainda.

A pergunta que fica: se os indicadores oficiais mostram retrocesso, os cortes no Bolsa Família são reais e o auxílio municipal navega na mais completa opacidade, de que exatamente a gestão está se orgulhando?

Eliseu Martins não precisa de flashes. Precisa de transparência, de gestão competente e de resultados que subam, e não que despenquem.

Confira o comparativo entre os anos de 2024 e 2025 com informações oficiais obtidas do IPS Brasil (O IPS Brasil - Índice de Progresso Social é a ferramenta mais completa para medir a qualidade de vida e o desenvolvimento socioambiental de todos os 5.570 municípios brasileiros, indo além do PIB. Ele avalia resultados reais em necessidades básicas, bem-estar e oportunidades, e não apenas investimentos financeiros.):