A "Referência" que Despencou: Enquanto primeira-dama coleciona flashes, Eliseu Martins afunda em 75 posições no desenvolvimento social
Rossana Guimarães posa para matérias pagas como "destaque" em seminário. Os números oficiais, no entanto, contam uma história bem diferente: a cidade que ela ajuda a gerir despencou no ranking estadual e agora amarga o 148º lugar entre os 224 municípios piauienses.
No último dia 1º de março, um portal de notícias estampou com pompa: "Eliseu Martins é destaque em seminário do Bolsa Família e se torna referência nacional em gestão do programa".
A protagonista da foto? Rossana Guimarães, secretária de Assistência Social e esposa do prefeito Marcos Aurélio Guimarães.
O problema é que os números oficiais - aqueles que não são encomendados por assessorias de comunicação - contam uma narrativa oposta à da fotografia.
De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS Brasil) , métrica nacional que avalia qualidade de vida, sustentabilidade e bem-estar da população, Eliseu Martins não avançou: despencou.
Em 2024, sob gestão anterior, a cidade pontuava 57,44 e ocupava a 73ª posição no estado. Em 2025, depois de um ano da administração Marcos Aurélio & Rossana, a nota caiu para 55,16, e o município caiu 75 posições, amargando agora o 148º lugar no Piauí.
Os dados não param por aí. O indicador de Segurança Pessoal despencou quase 20 pontos. As Necessidades Humanas Básicas, que medem acesso a saúde, água e moradia, regrediram mais de 6 pontos. A Inclusão Social recuou 10 pontos.
Enquanto isso, do outro lado da balança, a prefeitura mantém um programa de auxílio a carentes que já distribuiu mais de R$ 100 mil reais - mas o Portal da Transparência não revela para quem. Os mesmos portais oficiais que mostram a queda no IPS mostram também que famílias carentes perderam o Bolsa Família em 2025, enquanto a gestão municipal fazia cortes sem dar satisfação à população.
Ou seja: os números que vêm do governo federal mostram que Eliseu Martins piorou. Os cofres públicos municipais distribuem dinheiro sem controle social. E a primeira-dama, diante desse cenário, ocupa tribunas pagas para se autointitular "referência nacional".
Referência para quem? Para as estatísticas, não é. Para as famílias que perderam o auxílio, também não. Para o cidadão que vê a cidade cair 75 degraus no ranking de desenvolvimento, menos ainda.
A pergunta que fica: se os indicadores oficiais mostram retrocesso, os cortes no Bolsa Família são reais e o auxílio municipal navega na mais completa opacidade, de que exatamente a gestão está se orgulhando?
Eliseu Martins não precisa de flashes. Precisa de transparência, de gestão competente e de resultados que subam, e não que despenquem.
Confira o comparativo entre os anos de 2024 e 2025 com informações oficiais obtidas do IPS Brasil (O IPS Brasil - Índice de Progresso Social é a ferramenta mais completa para medir a qualidade de vida e o desenvolvimento socioambiental de todos os 5.570 municípios brasileiros, indo além do PIB. Ele avalia resultados reais em necessidades básicas, bem-estar e oportunidades, e não apenas investimentos financeiros.):



