DA PROMESSA AO FRACASSO: Como Eliseu Martins se tornou a única cidade da 14ª GRE a ficar de fora do Prêmio Alfa-10
Em 2024, município conquistou Selo Ouro do MEC e era apontado como futuro exemplo. Um ano depois, sob nova gestão, educação despenca, prêmios somem e a promessa de virar o "Cocal dos Alves" vira cinzas.
A frase repetida durante a campanha eleitoral de 2024 era animadora: "Vamos colocar Eliseu Martins no patamar de Cocal dos Alves", cidade piauiense premiada nacionalmente pelo desempenho em alfabetização. A promessa era do então candidato e atual prefeito, Marcos Aurélio Guimarães. Menos de dois anos depois, a realidade mostra o caminho inverso.

Dados oficiais do Ministério da Educação (MEC) e da Secretaria de Estado da Educação do Piauí (SEDUC-PI) comprovam: a educação no município despencou. Em 2024, ainda sob gestão anterior, Eliseu Martins alcançou o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada – o mais alto reconhecimento federal, concedido a municípios onde pelo menos 90% dos alunos são alfabetizados na idade certa. Em 2025, já com a nova administração, o selo caiu para Prata.
A confirmação veio com o Prêmio Alfa-10 da SEDUC-PI, divulgado hoje, 22 de abril de 2026. Na 14ª GRE (Gerência Regional de Educação de Bom Jesus), da qual Eliseu Martins faz parte, 17 escolas foram premiadas em nove municípios – Bom Jesus (6 escolas), Cristino Castro (2), Manoel Emídio (2), Palmeira do Piauí (2), Alvorada do Gurgueia (1), Colônia do Gurgueia (1), Currais (1), Redenção do Gurgueia (1) e Santa Luz (1). Eliseu Martins foi o único município da regional com zero escolas premiadas.
As duas principais escolas da rede municipal – Ginásio Municipal Wilson Parente (direção de Narah Teles) e Unidade Escolar Madalena da Costa e Silva (direção de Maria da Consolação, a Consola) – ficaram de fora. Ambas permanecem nos cargos mesmo diante da piora dos indicadores, em meio a denúncias de que a manutenção se deve a aliança política, não a competência técnica. O secretário municipal de Educação, Laerte Estrela, também é alvo de críticas.
Ao ficar de fora do Prêmio Alfa-10, Eliseu Martins perdeu não só o reconhecimento, mas também recursos financeiros (de R$ 50 mil a R$ 100 mil por escola) que poderiam ser investidos na educação.
Os números não mentem. O Selo MEC caiu. O Prêmio Alfa-10 não veio. A promessa de ser o novo Cocal dos Alves ficou no discurso. Enquanto o prefeito mantiver no comando da educação quem só obedece, quem só bajula, em vez de quem sabe fazer, a tendência é que 2026 seja ainda pior do que 2025. A pergunta que fica é: até quando? Eliseu Martins pode mais?
O espaço está aberto para manifestação através do nosso e-mail institucional adm@boraeliseu15.com.
