INFESTAÇÃO DE MOSCAS VAREJEIRAS TOMA CONTA DE ELISEU MARTINS ENQUANTO COLETA DE LIXO FALHA E POLÍTICA ENVENENA O SERVIÇO PÚBLICO
O cenário em Eliseu Martins beira o insustentável. Enquanto a prefeitura continua gastando milhares com um serviço de coleta de lixo notoriamente falho, a população enfrenta agora uma praga de consequências sanitárias graves: uma infestação descontrolada de moscas varejeiras, insetos perigosos associados à matéria orgânica em decomposição – como o lixo acumulado nas ruas.
O problema, longe de ser resolvido, apenas se transformou. Denúncias graves circulam pela cidade: a coleta, quando realizada, estaria sendo feita de forma seletiva e política, "saltando" as casas de cidadãos que não votaram no atual prefeito. Um verdadeiro uso do serviço público essencial como moeda de barganha e castigo, enquanto o caminhão compactador oficial passa mais tempo quebrado do que em operação, sendo substituído por soluções improvisadas e ineficientes como carrocerias, caçambas e até baú de mudanças.
O resultado dessa negligência criminosa e desse jogo político sujo está espalhado – e zumbindo – por toda a cidade. As moscas varejeiras, grandes, barulhentas e transmissoras de doenças, tomaram conta do espaço público e invadem os lares. Abrir a geladeira virou um ato de coragem. Realizar uma refeição ao ar livre, uma impossibilidade. O simples ato de respirar na varanda pode significar aspirar um inseto. O "churrasco de domingo", tradição familiar, está impossível de ser feito, um sintoma triste da degradação da qualidade de vida.
E diante do caos sanitário, qual a resposta da gestão municipal? Silêncio. Inércia. Nenhuma ação emergencial para combater os focos da infestação, como a aplicação de inseticidas ("fumacê") em áreas críticas. Nenhum pronunciamento transparente sobre a falha total do contrato de coleta. Nenhuma fiscalização efetiva sobre a empresa que continua recebendo vultosos recursos públicos. A população está entregue à própria sorte, obrigada a conviver com um risco à saúde pública patrocinado pelo próprio poder que deveria protegê-la.
A situação expõe uma cadeia de fracassos: uma licitação que resultou em um contrato falho; uma empresa que não cumpre sua obrigação; uma prefeitura que não fiscaliza e, pior, é acusada de desviar o serviço para o clientelismo; e, por fim, um órgão de controle que parece distante da realidade fedorenta e zumbidente das ruas.
Eliseu Martins clama por ajuda. Não é mais apenas sobre lixo na rua; é sobre saúde pública comprometida, é sobre dignidade violada, é sobre o uso do poder para oprimir em vez de servir. A cobrança agora é urgente e dupla: Coleta de lixo regular e imediata, e uma ação emergencial de combate às moscas varejeiras. Enquanto a prefeitura se cala, o zumbido das moscas e a revolta do povo só aumentam.
