PREFEITURA DE ELISEU MARTINS PREMIA FRACASSO: ENQUANTO LIXO VIRA MOSCAS E SERVIDORES SÃO ESQUECIDOS, EMPRESA FALHA RECEBE AUMENTO DE 10%

04/02/2026

A gestão "Pode Mais" do prefeito Marcos Aurélio Guimarães decidiu dar uma lição à população sobre o que realmente importa para a administração pública. Enquanto professores e servidores municipais lutam por um reajuste que pelo menos acompanhe a inflação, a empresa responsável por um dos serviços mais criticados da cidade acaba de receber um presente em dinheiro vivo dos cofres públicos.

A Cleton Dias dos Santos LTDA, contratada para a coleta de lixo, teve seu contrato não só renovado, como também aumentado em 10,93%. O valor mensal pago pela prefeitura saltou de R$ 57.511,30 para R$ 58.559,45. O motivo? Um aditivo contratual publicado sem qualquer justificativa técnica que o cidadão comum possa entender. Apenas uma frase vaga sobre uma "solicitação aprovada pela autoridade competente".

Acontece que essa mesma "autoridade competente" parece ter vivido em uma bolha nos últimos meses. Ignorou solenemente as ruas tomadas por sacos de lixo e o fedor que se espalha pelos bairros. Fingiu não ver as denúncias de que o serviço seria usado como moeda de troca política, "pulando" a casa de quem não votou no prefeito. E fechou os olhos para o espetáculo de horror sanitário que se instalou: a infestação de moscas varejeiras, criadas no lixo orgânico acumulado, que invadem as casas e tornam impossível até mesmo um almoço de domingo em paz.

O caminhão compactador, que deveria ser a solução, virou piada. Passa mais tempo quebrado do que nas ruas. Em seu lugar, a população testemunha a "gambiarra" oficial: o lixo sendo transportado em baús de mudança e até em caminhões abertos, sem qualquer proteção, espalhando sujeira e mau cheiro pelo trajeto. É o retrato da amadorice sendo bancada com dinheiro de imposto.

A pergunta que não cala é: que critério é esse? Que "interesse público" justifica aumentar o dinheiro dado a quem não entrega o serviço combinado? A Lei de Licitações é clara: contratos só podem ser renovados e aumentados se forem comprovadamente satisfatórios e convenientes para o município. Em que mundo um serviço que gera uma praga de moscas e deixa o lixo apodrecer nas portas das casas pode ser considerado "satisfatório"?

Enquanto isso, os servidores que realmente mantêm a cidade funcionando – os professores que educam nossas crianças, os profissionais da saúde, os agentes administrativos – seguem sendo esquecidos. Seus salários não têm ganho real. A inflação corrói seu poder de compra mês a mês. O prefeito Marcos Aurélio não encontra recursos, motivação ou "autoridade competente" para valorizar esses trabalhadores. Mas para jogar mais de mil reais a mais por mês no ralo de um contrato falho, a verba e a vontade política aparecem imediatamente.

A mensagem enviada pela Prefeitura é cristalina e amarga: a incompetência é recompensada. A dedicação, não. O clientelismo (a troca de favores) fala mais alto que a eficiência. E o bem-estar da população é a última das prioridades.

Eliseu Martins merece respostas. O prefeito Marcos Aurélio deve explicar à população com base em quais relatórios de satisfação, em quais indicadores de excelência, ele decidiu recompensar com um aumento uma empresa que falhou tão grotescamente. Até lá, o povo seguirá pagando a conta em dobro: com o dinheiro dos impostos que vai para o lixo, e com a saúde que se vai no meio do lixo e das moscas.